sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O sol bate suavemente em mim, aquecendo minha pele fria, acalmando minha respiração acelerada e meu coração frenético. Esse é mais um dia daqueles em que você deseja não ter acordado pra não viver mais um longo tempo do mesmo pesadelo. As horas passam lentamente e a cada segundo vem a mesma dor, sempre na mesma intensidade, como sangue pulsando sob um hematoma, e quando parece que vou suportar, ela piora e meu coração oco quebra em mil pedaços de novo. Não há nenhuma estrela no céu, não há mais luz no mundo. Quando aquilo pelo qual você vive se vai, não há o que fazer, não existe razão para obrigar seu coração a bater, quando a única coisa que importava deixa de existir não tem porque continuar respirando e é inútil lutar. Às vezes, a morte pode ser o refúgio mais doce que se tem. E é exatamente isso que eu preciso, um topor eterno para acalmar um coração despedaçado, uma solução agradável e irremediável, quem sabe assim eu não encontro meus pedaços e sobreviva.

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